
Moradores dos sítios Saquinho e Umbuzeiro, na zona rural de Agrestina, denunciaram ao Ministério Público o fechamento das escolas públicas localizadas nas respectivas comunidades. O caso veio à público após a divulgação de um vídeo, nas redes sociais, da integrante de umas das comunidades identificada como Brisa Contadora, no qual pais e responsáveis relatam indignação com a decisão tomada unilateralmente pela Prefeitura, sem diálogo e sem dar as devidas explicações à população local.
Segundo os moradores, a gestão municipal não consultou a comunidade antes de fechar as unidades escolares. Com isso, as crianças passaram a ser obrigadas a se deslocar para escolas localizadas nas vilas Barra do Chata e Santa Teresa, aumentando a distância percorrida diariamente e trazendo insegurança para as famílias.
Uma matéria divulgada nesta sexta-feira (30) pelo #FalaAgrestina, que também destacou uma informação preocupante relacionada a educação no município. A Lei Municipal nº 1.752/2026, sancionada pelo prefeito Josué Mendes, autoriza a abertura de crédito adicional para custeio do Programa Municipal de Prestação de Serviços Civil Voluntário. De acordo com a análise feita pelo canal, R$ 3,85 milhões serão retirados da educação, diretamente do percentual mínimo constitucional de 25%.
O problema, é que o texto da lei não esclarece quais áreas ou projetos da educação sofrerão cortes, levantando questionamentos inevitáveis:
Este já seria um dos impactos desses cortes? Quais serão os próximos setores afetados? Até o momento, a gestão municipal não respondeu a essas perguntas.
Outro ponto que chama atenção é o silêncio do Poder Legislativo. Agrestina conta atualmente com 11 vereadores eleitos, cuja função constitucional é fiscalizar os atos do Executivo. No entanto, nenhum parlamentar se posicionou publicamente sobre o fechamento das escolas, os possíveis cortes na educação ou as recentes decisões do prefeito.
Nesse cenário, o Fala Agrestina reforça seu papel de dar voz ao cidadão, trazendo à tona denúncias, questionamentos e os desmandos da gestão municipal, cumprindo o dever de informar e cobrar transparência em nome do interesse público.




