Contratos da Prefeitura de Agrestina podem apontar para beneficiamento de empresas de uma mesma família

Uma empresa criada há cerca de sete meses, localizada na zona rural de Agrestina, já está chamando a atenção por firmar contratos com a Prefeitura de Agrestina.

O caso é que, a dita empresa, firmou contrato no valor de R$ 64.523,00 com a Secretaria Municipal de Saúde para fornecimento de equipamentos de informática, incluindo computadores, notebooks e impressoras, destinados ao Fundo Municipal de Saúde.
De acordo com as informações apuradas, a empresa que carrega a razão social de Elineide da Silva Ribeiro, inscrita no CNPJ nº 62.441.549/0001-79 e situada no Sítio Exu da Boa Vista, foi contratada por meio do Processo Administrativo nº 011/2026, Dispensa nº 010/2026.

E isso que levanta questionamentos sobre a compatibilidade entre a atividade econômica registrada e o serviço contratado.

Ainda segundo os dados apurados, a mesma empresa já havia fornecido, desde o ano passado, produtos e equipamentos para outras secretarias municipais. Entre os itens, constam equipamentos de proteção individual para (EPIs); mobiliário; e até martelete rompedor profissional.

Além disso, o #FalaAgrestina identificou a existência de outro contrato envolvendo empresa ligada supostamente a outro membro da mesma família. Trata-se da empresa de CNPJ nº 58.482.580/0001-80, de titularidade de Wilderlan Ribeiro da Silva, também localizada no Sítio Exu da Boa Vista.

Essa empresa possui contrato com a Secretaria de Educação, referente ao Processo nº 003/2025 (Dispensa nº 002/2025), para prestação de serviços de gestão administrativa, incluindo planejamento de compras, licitações e contratos. O vínculo foi prorrogado até 31 de janeiro de 2027, com valor atualizado de R$ 62.558,64, dividido em 12 parcelas mensais de R$ 5.213,22, após reajuste com base no IPCA.
Segundo o levantamento, Elineide da Silva Ribeiro supostamente é a mãe de Wilderlan Ribeiro da Silva, o que pode levantar questionamentos sobre possível conflito de interesses, considerando que ambos mantêm contratos com o poder público municipal.

A reportagem ressalta que a existência dos contratos, por si só, não comprova irregularidades.

#FalaAgrestina#Agrestina#pernambuco

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